Polícias Civis de Goiás e Piauí deflagram operação contra distribuição de medicamentos falsos

Desde o início da semana, autoridades cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em São Paulo contra empresários e empresas do ramo de medicamentos

As Polícias Civis dos Estados de Goiás (PCGO) e do Piauí deflagraram nas cidades de São Paulo capital, São Caetano do Sul e Cotia, todas em SP, a Operação Sanitatem, cumprindo de cinco mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão contra empresários, colaborares e empresas do ramo de medicamentos. Todos os envolvidos são suspeitos de envolvimento com a distribuição de medicamentos falsos para tratamento oncológico por boa parte do país, como no caso os Estados de Goiás, Piauí, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e outros.

A ação, empreendida pelas equipes da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR/PI), Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECCOR/GO) e Delegacia de Estadual de Homicídios de Goiás, tiveram apoio e coordenação da Secretaria da Segurança Pública de Goiás (SSPGO), por meio da Superintendência de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado.

O Estado do Piauí teve investigação iniciada após um hospital denunciar que adquiriu medicamento falsificado para tratamento de câncer, depois de um paciente perceber que o remédio apresentava características e coloração diferentes da usual.

Já em Goiás, a polícia chegou até as vítimas de medicações falsificadas através das investigações da “Operação Metástase”, deflagrada em outubro de 2019. A apuração indicou fornecimento por parte de um prestador de serviços do Instituto de Previdência do Servidor Público do Estado de Goiás (IPASGO).

Ainda em Goiás, a polícia investigou cinco mortes de pacientes que usaram essa medicação, das quais uma foi confirmada e os profissionais já foram indiciados. Também é investigada a utilização dos medicamentos como forma de apropriação indevida dos recursos do Instituto de Previdência dos Servidores.

De acordo com o superintendente de combate à corrupção e ao crime organizado da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, Alexandre Pinto Lourenço, a partir da Operação Metástase vieram várias denúncias de mortes supostamente ocorridas pelo consumo dos medicamentos falsificados. “A partir da investigação dessas mortes, é que chegamos às provas que prenderam quatro empresários e um farmacêutico, além das buscas em dez unidades administradas por esse grupo em São Paulo”, reiterou.

“Podemos ressaltar ainda, neste momento, que um dos empresários afirmou o que fazia aquisição das drogas sem nota fiscal e sem identificar a origem dos produtos,  para revendê-los também sem uso de nota fiscal e registros da operação”, afirmou Alexandre.

As investigações mostraram que a empresa responsável pelos medicamentos, sediada em São Paulo (SP), já havia inclusive comercializado o produto para hospitais e clínicas dos Estados de Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e outros.

“Agora a investigação continua, ao lado de todas essas federações que atuaram neste caso, para que a polícia descubra onde são fabricados os medicamentos, qual a estrutura envolvida na falsificação desses produtos e o tamanho desse grupo na distribuição dessas drogas pelo país”, concluiu o superintendente.

Sobre os cuidados de contaminação pelo coronavírus:

TODOS OS POLICIAIS ENVOLVIDOS NA OPERAÇÃO FORAM DE FORMA VOLUNTÁRIA.

NENHUM DELES FAZEM PARTE DO GRUPO DE RISCO.

ASSIM QUE RETORNAREM PARA GOIÁS FICARÃO EM ISOLAMENTO EM SUAS RESIDÊNCIAS POR PERÍODO EXIGIDO PELA QUARENTENA, TRABALHANDO “HOME OFFICE”.

Comunicação Setorial
Secretaria de Segurança Pública
(62) 3201-1027

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