Polícia Científica de Goiás é 1ª colocada a nível nacional em ranking de investigação por DNA

A Superintendência contribuiu com a solução de 142 investigações policiais em todo o Estado, número inferior apenas ao das Polícias Federal (DPF) e Técnico-Científica de São Paulo (SPTC-SP)

A Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSPGO), por meio do Laboratório de Biologia e DNA Forense (LBDF/ICLR), novamente foi destaque nacional no quesito de apuração de crimes por meio do DNA. Entre novembro de 2019 e maio deste ano, a SPTC foi a 1ª colocada quando consideradas as coincidências entre vestígios. Ou seja, quando seus Peritos Criminais foram capazes de estabelecer o vínculo (por meio do DNA) entre sinais provenientes de locais e/ou vítimas diferentes, mas que indicassem o envolvimento de um mesmo criminoso.

Dentre as investigações, a que se tratam o destaque dado à SPTC neste ranking, está a Operação Impius, que apontou um suspeito como autor de 47 estupros ocorridos em Goiás. Os exames periciais de DNA confirmaram que, na época dos crimes – que ocorreram entre 2008 e 2019 – um homem seria o responsável pelos crimes sexuais contra 22 vítimas.

Além disso, neste período, por meio do Banco de Perfis Genéticos (de DNA), foram 142 investigações policiais auxiliadas pela Polícia Científica goiana, número inferior apenas ao das Polícias Federal (DPF) e Técnico-Científica de São Paulo (SPTC-SP). Este é o resultado de parte do trabalho das equipes de Perícia Criminal do LBDF, que opera no Instituto de Criminalística Leonardo Rodrigues, em Goiânia, e traz mais segurança aos cidadãos goianos.

Laboratórios de DNA

É importante lembrar que existe a Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos (RIBPG), que hoje funciona em todos os estados do Brasil. Essa Rede é uma integração dos laboratórios de DNA dos estados e da Polícia Federal. Assim, se um vestígio (um secreção coletada de uma vítima de violência sexual, por exemplo) for inserido no banco, e nesse já existir o perfil genético do agressor, por já ter abusado de outras vítimas ou por já ter seu perfil coletado e inserido no banco (presos), acontece o “match” ou coincidência, que é quando o sistema acusa que o mesmo perfil foi encontrado, o que facilita e agiliza o desvendamento de crimes.

O Banco de Perfis Genéticos é composto pelo DNA de vítimas de agressões sexuais, de vestígios de locais, e de identificados criminalmente e condenados pela prática dos crimes listados na Lei n. 12.654, de maio de 2012: “Os condenados por crime praticado, dolosamente, com violência de natureza grave contra pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos no art. 1º da Lei n. 8.072, de 25 de julho de 1990, serão submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético, mediante extração de DNA – ácido desoxirribonucleico, por técnica adequada e indolor.”

Sobre a Operação Impius

Deflagrada em 2019 pela Polícia Civil de Goiás em parceria com a SPTC. A ação resultou na prisão de um dos maiores estupradores em série do Brasil, que é suspeito de ter estuprado 47 pessoas. Segundo a PC, na época, as investigações tiveram início após o perfil genético do criminoso ser identificado em várias vítimas de estupros. Após os testes de DNA feitos, os resultados foram usados como provas contra o suspeito em, pelo menos, 22 casos.

Ainda de acordo com as autoridades, o homem, de 52 anos, veio do Mato Grosso para Goiás, teria começado a praticar os crimes sexuais em 2008, porém, aos 22 anos ele já era acusado de chefiar uma organização que cometia assaltos e homicídios no Estado de origem.

A “Operação Impius” durou 45 dias e também contou com a atuação de força-tarefa da 2ª Delegacia Regional de Polícia, com importante suporte técnico-científico do Laboratório de Biologia e DNA Forense (LBDF) do Instituto de Criminalística (ICLR), com resultados inequívocos do Banco de Perfis Genéticos (de DNA) da SPTC. Mais de 40 profissionais estiveram envolvidos.

Além de responder por receptação e uso de documento falso, o autor dos crimes também está respondendo por roubo e estupro. Devido à quantidade de crimes, a pena, somada, pode chegar a 600 anos de prisão.

Comunicação Setorial
Secretaria de Segurança Pública
(62) 3201-1027

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