Programa de Compliance Público da Secretaria de Estado da Segurança Pública

 

A excelência é algo para poucos? Ela é algo que apenas alguns prodígios, gênios e heróis alcançam? Há espaço para níveis de excelência em nosso trabalho cotidiano? O professor Clóvis de Barros Filho, no curso “Ética no Serviço Público” da Escola de Governo, levanta essa questão através de uma antiga discussão filosófica, datada já dos tempos de Aristóteles.

E a resposta proposta no curso é um tanto quanto interessante: não se trata de achar um recorde para cada um, ou o reconhecimento das mídias, dos prêmios e dos holofotes; trata-se antes de conduzir as próprias escolhas de forma que construamos uma vida mais frutífera, de acordo com a natureza de cada um. Ou seja, enquanto uns cultivam a arte de explicar e tornam-se professores, outros desenvolvem a arte da interpretação, tornam-se analistas; há aqueles que cuidam tão bem das pessoas que se profissionalizam no cuidado, são nossos profissionais da saúde, e há outros ainda que dedicam a vida a proteger a vida dos outros, são os profissionais da segurança pública.

Dificilmente algum desses profissionais entrarão no Guinness World Records, ou ganharão Prêmio Nobel, mas certamente, ao dedicarem-se no labor cotidiano buscando o máximo de perfeição em sua atividade, de acordo com a natureza de cada um, estes profissionais anônimos entram na vida de tantas Marias, Josés, Silvas e Costas, mudando-os para melhor, possibilitando a outros que, outrossim, continuem frutificando, levando suas vidas adiante. Portanto, não se trata de aceitar qualquer coisa como excelente, mas de deixar ver a qualquer um que todos podem despender o cuidado e empenho suficientes para frutificarem plenos em suas próprias vidas.

 

Eder David de Freitas Melo
Gerência de Planejamento Institucional
Superintendência de Gestão Integrada
Secretaria de Estado da Segurança Pública

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