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Operação Nisi Facilis: PC prende integrante de associação criminosa suspeito de comercializar ilegalmente medicamentos de alto custo para a Covid-19

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Durante a ação, foram apreendidas centenas do produto, de uso controlado, avaliados em R$ 450 mil.

A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor do Estado de Goiás deflagrou nessa quarta-feira (09/06) a segunda fase da Operação Nisi Facilis, objetivando a desarticulação de associações criminosas especializadas no comércio criminoso de medicamentos de alto custo utilizados no tratamento de pacientes graves acometidos pela Covid-19 e outras patologias.

Nesta fase, equipes da Decon apreenderam na residência de um investigado, no Setor Negrão de Lima, Goiânia, centenas de medicamentos de alto custo e de uso controlado. No mercado ilícito, os produtos somariam a quantia de R$ 450 mil. O investigado, um homem de 33 anos, foi preso em flagrante pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. O crime é inafiançável em sede policial.

Entre as drogas apreendidas estão: a denominada Propofan (Propofol), utilizada para sedação de pacientes e procedimentos clínicos complexos, medicação que compõe o kit intubação, atualmente em falta no mercado e muito utilizado no tratamento de quadros graves da Covid-19 e outras doenças. Além de outros medicamentos como Cefriaxona, Heparina, Succinato sódico, Med pex e Etomidato.

No curso das diligências efetuadas pela Polícia Civil, constatou-se que, infelizmente, desestruturados pela dor, desespero, desequilíbrio emocional e psicológico, e também a fim de evitar a morte de entes queridos, os familiares acabavam aderindo a estas propostas de criminosos, adquirindo produtos sem origem de procedência, em desobediência às normas sanitária – como acondicionamento e refrigeração inadequados – e por valores abusivos, isto é, muito acima daquele praticado no mercado regular.

Todos os envolvidos foram indiciados por associação criminosa (pena de reclusão de 1 a 3 anos) e crime contra a saúde pública, tipo penal hediondo equiparado a adulteração de medicamento, consistente no comércio ilícito de medicamentos (pena de 10 a 15 anos de reclusão). A primeira fase da operação foi deflagrada no final de maio último.

Assessoria de Comunicação – Polícia Civil do Estado de Goiás

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