SSPAP investe R$ 3 milhões em videomonitoramento

CIICC


Secretaria de Segurança Pública instala 195 novos equipamentos.  Com isso, serviço passa a contar com 265 câmeras em Goiânia, todas com alta resolução de imagem (Full HD) que cobrem ângulo de 360 graus e são ligadas por fibra ótica à central de monitoramento. Investimentos em tecnologia visam combate à criminalidade

Até o final deste mês de novembro, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) vai concluir a instalação de 195 novas câmeras que integrarão o sistema de videomonitoramento da capital. Somadas às 70 já existentes serão 265 pontos com transmissão em tempo real.

Todas as câmeras têm alta resolução de imagem (Full HD), cobrem um ângulo de 360 graus e são ligadas por fibra ótica à central de monitoramento. Além disso, podem aproximar a imagem em até 20 vezes, de acordo com a necessidade dos operadores do sistema, que são da Polícia Militar e têm estações de trabalho individuais.

O vice-governador e titular da SSPAP, José Eliton, destaca a importância dos investimentos em tecnologia como medida para o combate à criminalidade. “O videomonitoramento é um auxiliar preponderante no trabalho dos policiais goianos”. Segundo ele, as imagens podem colaborar para o esclarecimento de ocorrências, principalmente, na redução de crimes contra o patrimônio. “As câmeras têm a capacidade de inibir outros crimes como os homicídios, por exemplo”, observa.

De acordo com o superintendente de Gestão do Subsistema Integrado de Comando e Controle da SSPAP, tenente-coronel Francisco Assis Ferreira Ramos Jubé, os equipamentos já estão em funcionamento na medida em que estão sendo instalados. Ele afirma que as câmeras são fortes aliadas das forças policiais no enfrentamento à criminalidade. “Esse equipamento permite o monitoramento 24 horas por dia, sete dias por semana, e tem vida útil de 50 mil horas”, explica. As imagens ficarão arquivadas por 30 dias, exceto aquelas incluídas em inquéritos policiais, que serão armazenadas em backups.

O gerenciamento e o monitoramento do sistema são feitos pela Polícia Militar, entretanto as imagens estarão disponíveis para as demais forças de segurança do Estado, como, por exemplo, Polícia Judiciária, Corpo de Bombeiros e Polícia Técnico-Científica, para possíveis perícias em casos de delitos. “Não tem cunho administrativo”, diz Jubé, ao desmentir boatos de que os equipamentos instalados teriam a finalidade de multar veículos.

O superintendente informa que a próxima etapa será a de instalação das placas que vão identificar as áreas monitoradas. “Cuidaremos da comunicação visual e da criação de uma rede de comunicação por meio dos aplicativos para que a população possa ser parceira neste projeto”, afirma.

Parcerias

Entre as alternativas propostas pela Secretaria de Segurança Pública para desestimular a ação de organizações criminosas, está a recomendação para que as instituições bancárias possibilitem a integração dos serviços de monitoramento bancário ao Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle (CIICC).

Essa integração permitirá que ao menor sinal de anormalidade numa unidade bancária os policiais no Centro de Inteligência acionem imediatamente as viaturas mais próximas do local, em ações mais eficazes contra os bandoleiros que agem em poucos minutos e causam grandes prejuízos às instituições, além de espalhar o terror na população.

Integração

De acordo com o tenente-coronel Jubé, outra vantagem do programa é permitir que a sociedade civil possa ceder o acesso de suas imagens privadas nos casos que sejam de interesse da segurança pública. Essa abertura permite que, sob demanda, condomínios, associações comerciais e de moradores, conselho comunitário de segurança e empresas, possam integrar seus sistemas com o programa da Secretaria. “O sistema pode funcionar como mais um canal de comunicação entre a SSPAP e o cidadão”, afirma.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

 

 

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