Programa de reintegração social da Seap insere milhares de presos no mercado de trabalho

Cerca de 3,5 mil presos estiveram em atividade laboral no Estado, em 2017. Além do salário, trabalhadores são beneficiados com redução na pena. Unidades prisionais ganham fábricas de confecção industrial, de fraldas e laboratórios de informática. Convênios com setor público e privado garantem apenados no mercado de trabalho

Diversos projetos de reintegração social e de cidadania desenvolvidos pela Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), por meio da Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap), conseguiram, em 2017, inserir e manter 3.420 presos no mercado de trabalho. Além de receber salários, os apenados que trabalham são beneficiados com a remição da pena. Para cada três dias de trabalho, a pena é reduzida em um dia.

Por meio de convênios, órgãos públicos e empresas da iniciativa privada absorvem mão de obra dos reeducandos. No setor público, são parceiros do projeto: a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), o Tribunal de Justiça de Goiás e as prefeituras municipais de Senador Canedo, Goianésia e Ceres. Empresas como Hering, Telemont S/A, F’Tally são exemplos de empresas privadas que também trabalham com essa mão de obra. As empresas e os órgãos públicos citados utilizam, atualmente, os serviços de mais de 400 desses trabalhadores.

O superintendente de Reintegração Social e Cidadania da Seap, Fabrício Bonfim de Sousa, destaca a importância desses projetos que, juntos, conseguem colocar no mercado de trabalho quase 20% da população carcerária goiana.  “Além da ocupação e do rendimento que o preso tem, a remição da pena provoca uma economia considerável para os cofres públicos, uma vez que o custo de um preso para o estado fica em torno de dois mil e quatrocentos reais”, afirma.

Projetos

Muitos dos projetos implementados pela Seap são voltados para a reintegração de apenados ao convívio social e profissional. Após receber qualificação, eles passam a ter acesso a vagas de trabalho. Um dos projetos que se destacam é o denominado ‘Empregabilidade para o Resgate da Cidadania’, que mantém cerca de 500 contratados para executar diversos trabalhos nas unidades prisionais goianas. Somente em 2017, foram investidos, por parte do Governo Estadual, R$ 4,3 milhões em pagamento dos salários para os presos que se propuseram a trabalhar enquanto cumprem suas penas.

O projeto Linha Reta, confecção industrial instalada no setor de indústrias do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, é responsável pela produção dos uniformes que atendem as unidades prisionais goianas. Na semana passada, 15 detentos do complexo concluíram o curso de corte e costura industrial, com duração de 160 horas-aulas, e  devem começar  a trabalhar imediatamente.  A indústria foi modernizada com a chegada de novos equipamentos e maquinários. Para atender a demanda, serão lançadas em 2018, cinco novas turmas: três em Aparecida de Goiânia, Anápolis e Catalão.

Também instalados no complexo prisional de Aparecida de Goiânia, os projetos ‘Serralheria’ e ‘Marcenaria’ empregam presos que trabalham diariamente em serviços de serralheria, como a confecção de portas de celas, grades para banho de sol, bigornas etc; e de marcenaria, responsável pela produção e reforma de móveis em madeira.

Existem, ainda, os projetos Tecendo a Liberdade, ateliê onde presos realizam trabalhos  manuais em teares de madeira; e o Fazenda Esperança, espaço onde desempenham tarefas pastoris na criação de gados e suínos.

Para o gerente de Produção Agropecuária e Industrial da Seap, Robson Cavalcante de Sousa,  qualificar e oferecer oportunidade de trabalho é uma das melhores formas de aumentar a  autoestima dos presos e também de prepará-los para desafios futuros: “Além dos atuais, estamos trabalhando em projetos que vão proporcionar novas oportunidades para a população carcerária”, disse. Na quinta-feira (21/12), durante formatura de presos do curso de corte e costura industrial, Robson recebeu homenagem pela sua dedicação aos projetos de ressocialização da Seap.

Novos investimentos

Por meio de convênios com o Governo Federal, a SSPAP está construindo também fábrica de blocos e tijolos ecológicos nas unidades prisionais de Itajaí, Valparaíso, Trindade, São Luiz de Montes Belos e no presídio masculino de Luziânia.

Também estão sendo instalados oito novos laboratórios de informática, distribuídos nas oito regionais da Seap. As unidades prisionais de Itumbiara e Ceres recebem, cada um, uma fábrica de artefatos de concreto. O setor industrial do complexo de Aparecida de Goiânia ganha novo centro de recuperação de móveis e eletroeletrônicos.

Os novos investimentos contemplam, ainda, os presídios femininos de Aparecida de Goiânia e de Luziânia com fábricas de fraldas. Os presídios de Anápolis, Catalão e Aparecida de Goiânia ganharam montagem de confecção industrial.

Os novos negócios receberam investimentos na ordem de três milhões de reais.

LEGENDA PARA FOTOS/DIVULGAÇÃO

Reeducandos trabalhando nas linhas de produção do setor industrial do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

Comunicação Setorial
Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP)
Telefones: (62) 3201-1004 / 3201-1027

Compartilhar: